domingo, 24 de abril de 2011

Bendito sejam os jovens pela sua rebeldia.







Bendito sejam os blogs - bendita seja a rebeldia dos jovens, em oposição à covardia dos mais velhos que mudam de lado a cada nova gestão pública, apenas para servir as suas causas particulares e melhor sobreviver na sua mediocridade diária.

“... certamente continuarão a nascer daí muitos rebeldes sem causa com seus blogs e folhetins.”

A nossa BANDEIRA é a DEFESA dos reais interesses da população de nossa cidade. A nossa pena não esta a venda e nem é sustentada pelo poder público municipal.
  
O nosso sofrido povo não encontra atendimento médico no Posto de Saúde e isso apesar de nota publicada em jornal editado na vizinha cidade de Nazaré. As senhas que este jornal diz estar a disposição da população na sua página de número 5, não podem ser obtidas na exata hora de abertura do Posto. A disponibilização é em número menor do que os que buscam atendimento – para a Pediatria - apenas 16 serão atendidos. O resultado pode ser verificado a partir da 1 hora da manhã, quando a população passa a noite ao relento, sabendo que só serão atendidos os primeiros da fila.

Contratem mais médicos, cumpram as promessas realizadas em ocasião das eleições em cadernos luxuosos com nomes pomposos; cubram os buracos das ruas, calcem as ruas dos bairros como o de Santo Antonio da Cachoeira; e a segurança pública é sim de responsabilidade do município assim como a saúde e a educação.
  
Esse sofrimento se estende aos da terceira idade protegidos pelo Estatuto do Idoso, que ficam também em filas na porta de acesso inferior do Posto de Saúde.

É para isso que esse blog nasceu e que novos “folhetins” estão surgindo em clara oposição ao jornalismo que se acovarda diante da necessidade do povo.

Estaremos dando a justa resposta em futura edição impressa deste jornal, mais precisamente no seu segundo número.
  
A cidade está mergulhada em um caos impossível de ser dimensionado. Nesse governo municipal administrado pelo PV, tendo a frente uma socióloga que teria sido professora da Universidade de São Paulo – USP.


As ruas e as obras abandonadas.



















sexta-feira, 22 de abril de 2011

Os Olhos da Cidade

   O caldeirão político da cidade começa a esquentar novamente. O povo da cidade tem os olhos voltados aos fatos que tem destruído a memória da cidade, que são as memórias enterradas.
   Os olhos da cidade vêem as ruínas de sua infância e a infância de seus pais e avós. Os olhos da cidade apenas vêem.
   São estes olhos que podem no próximo ano manter ou alterar esse passado. Sim! O presente agora é determinante da permanência do passado. Dos antepassados que no meio do mato e da distancia, fizeram essa cidade se tornar o que é hoje.
Mas, o que é de hoje?
   De hoje temos um povo com olhos atentos. Olhos muito atentos. Atentos a toda terra que foi emersa em um soterramento moral, que fez com que esses olhos ao invés de se fecharem, se arregalarem.
   Temos uma cidade. Ainda temos?
   Temos pessoas representando o povo. Ainda temos?

   O que ontem era defensor do povo, hoje passa a ser defensor de sua vida financeira, de seus investimentos.
 Mudou-se a visão de alguns dos olhos defensores do povo. Vergonha.
   Os olhos da cidade continuam vendo essa transformação. Política é uma grande transformação de pessoas, de valores, de moral, de caráter.
   Mas... mesmo assim, os olhos da cidade não se fecharam, se arregalaram e estão atentos.
   E, como em um texto predestinado, os olhos da cidade, como as pedras que são predestinadas, mantém-se firmes.
   À espera de um momento em que possa se fechar, e finalmente voltar a confiar. Confiar naqueles que neles foram confiados.

por Helena Petrovna